Revista de Direito Magis https://periodico.agej.com.br/index.php/revistamagis <p>A<strong> Revista de Direito Magis</strong> consiste em um repositório online gratuito de artigos acadêmicos. Desse modo promovendo sua divulgação e maximizando o diálogo entre pesquisadores de instituições nacionais e estrangeiras nas matérias atinentes à sua linha editorial: <strong>Ciências Sociais na Sociedade Contemporânea.</strong> Para tanto, a <strong>Revista de Direito Magis</strong> reúne artigos, trabalhos acadêmicos, pareceres, comentários à jurisprudência, resenhas bibliográficas, em português e em idiomas estrangeiros, selecionados pelo sistema <em>double blind,</em> de modo a guarnecer a comunidade acadêmica com um repositório científico-jurídico que ofereça análises críticas e construtivas para além do mero estado da arte.</p> pt-BR contato.revistamagis@hotmail.com (Revista de Direito Magis) contato.nhub@hotmail.com (N-Hub Soluções Digitais) Fri, 05 Jun 2026 14:04:49 +0000 OJS 3.3.0.14 http://blogs.law.harvard.edu/tech/rss 60 A reconfiguração das nulidades processuais no código de processo civil de 2015: entre a superação do formalismo e a centralidade do prejuízo https://periodico.agej.com.br/index.php/revistamagis/article/view/84 <p>O presente artigo analisa a reconfiguração do sistema de nulidades processuais no Código de Processo Civil de 2015, destacando a superação do formalismo excessivo e a centralidade do princípio do prejuízo como eixo estruturante da validade dos atos processuais. A pesquisa tem como objetivo examinar os fundamentos teóricos e práticos das nulidades no direito processual civil brasileiro, à luz dos princípios da instrumentalidade das formas, da boa-fé processual, da causalidade e da primazia do julgamento de mérito. Adota-se metodologia de revisão de literatura e análise jurisprudencial, com destaque para a atuação do Superior Tribunal de Justiça na consolidação de uma abordagem funcional das nulidades. Os resultados indicam que o Código de Processo Civil de 2015 promoveu uma mudança paradigmática, condicionando a decretação de nulidade à demonstração de prejuízo concreto e restringindo sua aplicação a hipóteses excepcionais. Conclui-se que o sistema contemporâneo privilegia a eficiência, a segurança jurídica e a cooperação processual, reafirmando a nulidade como instrumento de garantia das partes, e não como mecanismo de formalismo excessivo.</p> Sthefano Scalon Cruvinel, Michel Canuto de Sena Copyright (c) 2026 Sthefano Scalon Cruvinel, Michel Canuto de Sena https://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 https://periodico.agej.com.br/index.php/revistamagis/article/view/84 Fri, 05 Jun 2026 00:00:00 +0000 A judicialização de medicamentos para a pessoa idosa sob a perspectiva do código de processo civil: efetivação do direito à saúde e limitações estatais https://periodico.agej.com.br/index.php/revistamagis/article/view/81 <p>A judicialização de medicamentos para a pessoa idosa no Brasil representa um fenômeno complexo que evidencia a tensão entre a efetivação do direito fundamental à saúde e as limitações orçamentárias do Estado. Fundamentado no artigo 196 da Constituição Federal e reforçado pelo Estatuto da Pessoa Idosa, o acesso à saúde é garantido como direito universal, com prioridade especial a indivíduos mais vulneráveis, como os idosos. Nesse cenário, o Poder Judiciário surge como instrumento essencial para assegurar o chamado mínimo existencial, especialmente diante de falhas na prestação estatal. Entretanto, essa atuação judicial não está isenta de controvérsias. Tais critérios visam assegurar decisões mais técnicas e alinhadas à medicina baseada em evidências, respeitando também o papel da Comissão Nacional de Inovação de Tecnologias na avaliação de tecnologias em saúde. Sob uma perspectiva analítica, observa-se que a judicialização não deve ser vista apenas como solução individual, mas como indicativo de falhas estruturais no sistema de saúde. Nesse sentido, evolui-se para uma judicialização estrutural, baseada no diálogo institucional entre Judiciário, Executivo e sociedade civil, buscando soluções mais amplas e sustentáveis. Conclui-se que a judicialização é indispensável para garantir direitos fundamentais, especialmente à pessoa idosa, mas deve ser exercida com cautela e critérios técnicos. O grande desafio reside em equilibrar a proteção individual com a sustentabilidade do sistema público de saúde, de modo que a efetivação do direito à saúde não comprometa a coletividade, mas sim contribua para o aprimoramento das políticas públicas.</p> Ana Gabriela Simon, Michel Canuto de Sena, Paulo Roberto Haidamus de Oliveira Bastos Copyright (c) 2026 Ana Gabriela Simon, Michel Canuto de Sena, Paulo Roberto Haidamus de Oliveira Bastos https://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 https://periodico.agej.com.br/index.php/revistamagis/article/view/81 Fri, 05 Jun 2026 00:00:00 +0000 Suspeição nas cortes superiores: entre a imparcialidade judicial e a legitimidade das decisões https://periodico.agej.com.br/index.php/revistamagis/article/view/83 <p>O presente artigo examina o instituto da suspeição no âmbito das cortes superiores brasileiras, analisando-o como garantia fundamental da imparcialidade judicial e elemento estruturante da legitimidade das decisões. Parte-se da premissa de que a imparcialidade não se limita à ausência de parcialidade subjetiva, mas abrange também a percepção objetiva de neutralidade, conforme delineado pela teoria da aparência. O estudo investiga os fundamentos normativos da suspeição, sua aplicação no Supremo Tribunal Federal e no Superior Tribunal de Justiça, e os desafios de sua utilização em contextos de alta complexidade. Adota-se metodologia qualitativa, com análise de precedentes paradigmáticos, como o Habeas Corpus 164.493 do Estado do Paraná, que redefiniram os contornos da matéria. Os resultados indicam que a aplicação da suspeição nas cortes superiores demanda um equilíbrio delicado entre a proteção da imparcialidade, a segurança jurídica e a estabilidade institucional. Conclui-se que a adequada delimitação do instituto, à luz da teoria da aparência, é indispensável para a manutenção da confiança pública no Poder Judiciário.</p> Sthefano Scalon Cruvinel, Michel Canuto de Sena Copyright (c) 2026 Sthefano Scalon Cruvinel, Michel Canuto de Sena https://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 https://periodico.agej.com.br/index.php/revistamagis/article/view/83 Fri, 05 Jun 2026 00:00:00 +0000 Inteligência artificial na produção científica: transparência, responsabilidade jurídica, direitos autorais e desafios do direito probatório na era da integridade científica https://periodico.agej.com.br/index.php/revistamagis/article/view/82 <p>O presente estudo objetiva analisar as repercussões jurídicas decorrentes do uso da Inteligência Artificial na produção científica, sob a perspectiva do Direito Civil, Direito Processual Civil, Direitos Autorais e responsabilidade jurídica do pesquisador. Utilizou-se o método de revisão bibliográfica e documental, com abordagem qualitativa, fundamentada em legislação, doutrina, jurisprudência e na Portaria Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico n. 2.664 de 2026, que estabelece diretrizes para o uso da Inteligência Artificial na pesquisa científica. Os resultados demonstraram que, embora a Inteligência Artificial constitua ferramenta legítima de apoio acadêmico, sua utilização não afasta deveres relacionados à transparência, autoria, integridade científica e responsabilidade civil. Constatou-se que o uso inadequado da Inteligência Artificial pode gerar violações autorais, responsabilização por danos, comprometimento da autenticidade probatória e repercussões administrativas e institucionais. Conclui-se que o avanço tecnológico amplia a necessidade de supervisão humana, reafirmando o pesquisador como responsável pela legitimidade e confiabilidade do conhecimento produzido.</p> Sthefano Scalon Cruvinel , Michel Canuto de Sena Copyright (c) 2026 Sthefano Scalon Cruvinel , Michel Canuto de Sena https://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 https://periodico.agej.com.br/index.php/revistamagis/article/view/82 Fri, 05 Jun 2026 00:00:00 +0000 O direito probatório nos casos de bullying escolar: a necessidade de uma hermenêutica interdisciplinar https://periodico.agej.com.br/index.php/revistamagis/article/view/85 <p>O presente artigo analisa o direito probatório nos casos de bullying escolar, destacando a necessidade de uma abordagem hermenêutica interdisciplinar para a adequada compreensão e enfrentamento desse fenômeno. Parte-se da concepção do bullying como forma de violência reiterada, com impactos relevantes nas esferas jurídica, educacional e de saúde pública. O estudo examina as dificuldades inerentes à produção de provas nesses casos, especialmente em razão da natureza dissimulada das condutas, da recorrência dos atos e da crescente incidência do cyberbullying. Adota-se metodologia de revisão de literatura, com base em fontes acadêmicas e normativas, visando identificar os principais instrumentos probatórios e os desafios à responsabilização dos agressores e à proteção das vítimas. Os resultados indicam que a prova testemunhal, os registros institucionais e os documentos digitais assumem papel central, embora apresentem limitações quanto à sua confiabilidade e robustez jurídica. Além disso, destaca-se a importância das políticas públicas de prevenção e da mediação escolar como mecanismos complementares à atuação jurisdicional. Conclui-se que a efetividade do direito probatório em casos de bullying exige integração entre diferentes áreas do conhecimento, bem como o fortalecimento de práticas preventivas e instrumentos jurídicos capazes de assegurar a proteção integral da vítima e a responsabilização adequada dos envolvidos.</p> Ana Gabriela Simon, Michel Canuto de Sena, Paulo Roberto Haidamus de Oliveira Bastos Copyright (c) 2026 Ana Gabriela Simon, Michel Canuto de Sena, Paulo Roberto Haidamus de Oliveira Bastos https://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 https://periodico.agej.com.br/index.php/revistamagis/article/view/85 Fri, 05 Jun 2026 00:00:00 +0000 Violência contra a mulher no Brasil: entre a história e os dados — uma revisão bibliográfica https://periodico.agej.com.br/index.php/revistamagis/article/view/71 <p>As mulheres têm sido alvo de abusos sexuais, maus tratos, desigualdade, violência doméstica, violência no ambiente de trabalho e na sociedade. Essa pesquisa tem como objetivo geral analisar a contextualização histórica sobre o cenário da violência contra a mulher no Brasil, assim como dados estatísticos e documentos da temática a fim de compreender as demais problemáticas e violências que se desdobram dessa realidade. A fim de analisar os estudos relacionados à violência doméstica na área da educação optamos por fazer uma pesquisa bibliográfica e documental com levantamento nas principais bases de dados teóricas, assim como leis e estatísticas realizadas no Brasil e no mundo, em especial destacando recortes geográficos (em regiões mais alarmantes no país) e levando em consideração o recorte temporal da pandemia da COVID-19. É fundamental que toda e qualquer a luta seja viabilizada pela erradicação da violência praticada contra a mulher , essas lutas precisam ser assumidas em vários ambientes , sejam institucionais, públicos e privados. Os resultados da pesquisa evidenciam que o enfrentamento da violência contra a mulher requer ações intersetoriais, ampliação da rede de apoio e fortalecimento de políticas públicas de prevenção, proteção e garantia de direitos, que vão além de leis mas, que estejam alinhadas com a realidade social e cultural destas mulheres. <br><br></p> Ariele Mazoti Crubelati Musialak, Deborah Alves De Souza, Gabriella Moura da Silva Bergamin, Francine Suélen Assis Leite Copyright (c) 2026 Ariele Mazoti Crubelati Musialak, Deborah Alves De Souza, Gabriella Moura da Silva Bergamin, Francine Suélen Assis Leite https://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 https://periodico.agej.com.br/index.php/revistamagis/article/view/71 Fri, 05 Jun 2026 00:00:00 +0000 Garantias fundamentais na execução penal: uma análise à luz do devido processo legal https://periodico.agej.com.br/index.php/revistamagis/article/view/86 <p>O presente artigo analisou a execução penal sob a égide do Devido Processo Legal e das garantias fundamentais do executado, partindo da premissa de que a fase de cumprimento da pena não é um mero desdobramento administrativo, mas uma etapa jurisdicionalizada e vinculada aos preceitos garantidos pela Constituição Federal. Outrossim, o objetivo do trabalho consistiu na análise das garantias do executado na fase da execução penal, sobretudo o Devido Processo Legal substantivo, integrando-o aos princípios da proporcionalidade, da razoabilidade e ao princípio da ressocialização enquanto direito subjetivo. Analisou-se, ainda, a imprescindibilidade do contraditório e da ampla defesa nos procedimentos de apuração de faltas graves cometidas pelos apenados. Para tanto, a metodologia adotada foi a revisão narrativa, tendo como base obras clássicas e contemporâneas, presentes na plataforma <em>Google Acadêmico</em>. Por fim, concluiu-se que a efetividade das garantias do executado, aliada ao reconhecimento da ressocialização como dever jurídico do Estado, é o meio para superar o estado de coisas inconstitucional verificado no sistema prisional brasileiro, assegurando, sobretudo, que as sanções aplicadas aos executados não ultrapassem as garantias dadas pela Constituição e sigam o devido processo legal.</p> Leonardo Henrique Schabo de Souza Copyright (c) 2026 Leonardo Henrique Schabo de Souza https://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 https://periodico.agej.com.br/index.php/revistamagis/article/view/86 Fri, 05 Jun 2026 00:00:00 +0000 Apresentação https://periodico.agej.com.br/index.php/revistamagis/article/view/80 Michel Canuto de Sena; Sthefano Scalon Cruvinel Copyright (c) 2026 Michel Canuto de Sena; Sthefano Scalon Cruvinel https://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 https://periodico.agej.com.br/index.php/revistamagis/article/view/80 Fri, 05 Jun 2026 00:00:00 +0000